19 de nov de 2011

O tempo

         
           Eu cresci ouvindo que o tempo cura tudo, que não há sentimento que dure se não for alimentado e por muito tempo vivi acreditando nessas palavras como se fossem a verdade absoluta, e ai então, a vida me trouxe você, alguém que eu não esperava ou sequer havia imaginado que um dia estaria ao meu lado e tudo foi lindo, coisas incríveis aconteceram, coisas das quais me lembro como se tivessem acontecido hoje pela manhã, lembro do sorriso de do beijo, que me fizeram desistir de tudo que eu havia sonhado e planejado, sim de tudo, no momento em que seus lábios tocaram os meus pela primeira vez eu sabia que era você que meu coração havia escolhido para amar e então minha existência passou a ter um significado diferente e tudo se resumia a te fazer feliz, eu também me lembro de como tudo era perfeito ao seu lado e eu só queria estar com você, lembro de muitas outras coisas como por exemplo: de como seu perfume me deixava maluco, de como sua pele era macia e de como seu sorriso fazia meu dia ser melhor... estar com você foi o mais próximo do paraíso que eu já pude experimentar... Lembrar dessas coisas é algo prazeroso até certo ponto pois foram alguns dos melhores e mais prazerosos momentos da minha vida, contudo quando relembro desses momentos, relembro também do trágico final da história, aquele parte em que você arrancou meu coração do peito e o despedaçou como se fosse papel velho e inútil, lembro das palavras que sairam de sua boca, a mesma boca que outrora me enchia de beijos estava naquele momento abrindo uma cratera no meu coração e fazendo com que nada mais fizesse sentido novamente, e então você navegou naquela manhã de céu cinzento e dia após dia convivo com essa dor sabendo que (talvez) nunca mais o mundo será igual pra mim...
          Agora eu pergunto: porque o tempo que tudo cura não curou essas feridas ? Porque as coisas ainda não fazem sentido? Porque as memórias ainda me assombram? Talvez não tenha passado tempo suficiente ainda,  talvez exista uma segunda metade minha por ai, e pode levar um tempo para me costurar por dentro, por isso estou apenas esperando o tempo passar...
         
         

2 de out de 2011

Coldplay "The Scientist" - Rock in Rio 2011

Coldplay tocando uma de suas mais tocantes canções no maior festival de musica do mundo.
 
PS: Alguns críticos (na verdade a maioria deles) colocou o show do Coldplay como o melhor de todo o Rock in Rio, merecidamente diga-se de passagem...

25 de set de 2011

A vida passa

           
          Todos tentamos entender o sentido de nossas vidas, tentamos fazer algo que seja lembrado, algo que demonstre quão bom somos como pessoa, e nos esquecemos de quem realmente somos, do que realmente fazemos quando estamos sendo nós mesmos, muitos de nós são gananciosos e a ganancia que muitas vezes chamamos de luta por uma vida melhor nunca termina, sempre queremos mais, nunca, por melhor que estejam nossas vidas, temos uma vida boa o bastante, porque somos assim?
          Porque sempre tentamos ver o que existe de bom em nós e nos esquecemos do que há de ruim, e porque insistimos em ver sempre o que ha de errado com os outros e nunca paramos para reconhecer o que existe de bom? A vida é muito curta e insignificante para que a tornemos mais mediócre ainda, é preciso saber apreciar cada segundo pois eles serão únicos, agora eu pergunto: Porque sempre reconhecemos um bom momento depois de um tempo que ele aconteceu? Por que nunca nos damos conta do quanto os momentos que vivemos são especiais enquanto os estamos vivenciando, mas ao invés disso sempre deixamos para viver a parte boa de nossas vidas, quando a parte boa já acabou, vivemos eles apenas quando são lembranças e não vivemos o momento no momento... porque?
          Sonhe, mas não deixe de viver a realidade esperando seus sonhos se tornarem reais, pois a vida pode passar e no final você pode não ter realizado seus sonhos e nem ao menos ter uma história pra contar...

18 de set de 2011

A arte de recomeçar

          
        Nos últimos dias tenho pensado muito a respeito do post anterior (se você não leu pode conferi-lo aqui), pois la através de algumas palavras tentei expressar o que eu estava sentindo motivado pela tristeza e frustração de perder para sempre alguém que eu amei, mas nesse post quero corrigir todas as coisas que disse motivado pelo sentimento errado. 
         Talvez realmente amar seja dolorido e facas atravessem nossos corações diariamente e por conta disso temos construído verdadeiras fortalezas em volta de nossos corações, mas e quando finalmente encontramos a pessoa certa? Será que conseguiremos deixar ela atravessar os muros que há em volta de nós? Essas fortalezas que aparentemente nos deixam seguros impedindo que o sofrimento entre, são as mesmas que as vezes não permitem que a felicidade invada nosso ser e mude tudo em nós, e tudo isso acontece por que temos medo da dor e doer é uma coisa que faz parte da vida a questão não é a dor em si, mas como as pessoas reagem frente a ela, algumas pessoas preferem ficar chorando esperando um milagre acontecer, outras simplesmente preferem viver fingindo que não dói e que nada aconteceu, e umas poucas preferem encarar a dor de frente dando a si a oportunidade de serem felizes, de sonhar outra vez com um amor que aparentemente só existe nos filmes, mas que pode se tornar real, não para quem acredita, mas para quem corre atrás sem medo, agora pergunto: Será que ficar chorando esperando um milagre ou fingir que não dói é melhor do que encarar as coisas de frente? Talvez as barreiras que colocamos em nossos corações sejam o motivo de nosso sofrimento, porque com elas não enxergamos o mundo lá fora e o pior, não deixamos que o mundo la fora nos veja. O amor dói muitas vezes, mas com certeza uma vida sem amor dói muito mais e não é só isso, sofremos muito mais em uma vida em que temos tanto medo de sofrer de novo que fechamos os nossos olhos para ver que a dor é muito maior quando nos escondendo num casulo do que quando nos abrimos para a vida e tentamos recomeçar, por isso viva intensamente sem medo de ser feliz, sem medo de amar de novo e se você já tem o seu amor, aproveite-o em cada segundo de sua vida e seja feliz, pois ser feliz é uma dádiva que poucos tem encontrado.
       
         
              

10 de set de 2011

Amor, uma droga que pode te matar!

         
           Ah o amor, aquilo que todo ser humano por pior que seja carece diariamente, seja esse amor materno, paterno, fraterno, amizade e o mais procurado de todos aquele que pode ser simplesmente chamado de... amor e mais nada, mas porque estou falando sobre isso? Muito simples, eu na minha mais absoluta clareza mental (ou não) queria dizer que eu não quero mais saber disso, pois nada nesse mundo machuca tanto quanto esse tal de amor, dia após dia tenho sentido uma faca atravessando o meu coração por causa de algo (ou alguém) que aconteceu a anos atrás e isso me fez pensar que amar ao contrario do que ouvi minha vida toda, não é uma coisa tão boa assim, as pessoas te decepcionam, te machucam e não se importam com isso, contudo, por mais que eu queira acreditar que agora tudo será diferente, que meu coração não se despedaçará novamente e que tudo o que for posterior a esse instante não vai me afetar, no fundo do meu ser eu sei que é impossível descartar o amor como se fosse um papel de bala no seu bolso e que por mais indiferente que eu seja, minha essência que é a essência de todo ser humano jamais me permitira esquecer desse sentimento, simplesmente porque somos constituídos dele, viemos direto da fabrica assim (apesar de algumas pessoas virem com defeito de fabricação) e talvez sim em algum momento eu encontre uma exceção a tudo isso, alguém que apenas com um olhar faça todas as minhas defesas desabarem e me faça querer sonhar outra vez, sei que isso é bem difícil de acontecer, afinal de contas esse tipo de coisa só acontece no cinema e no fantástico mundo de Bob, mas acho que isso é tudo o que (nós solteiros) temos, a esperança de que essa pessoa exista em algum lugar, que sim ela será uma exceção, que irá mudar tudo em nós e que nós mudaremos tudo nela, entretanto, enquanto tal coisa não se realiza tentarei diariamente aplicar anestesia para que não venha a doer novamente o meu coração...

7 de set de 2011

Adele -"Someone Like You"

Hoje decidi postar um vídeo de uma cantora que hoje é sem duvida uma das mais talentosas do nosso amado planeta. Adele em uma de suas mais memoráveis apresentações "Someone Like You", musica essa que me lembra muito da minha infeliz e aparentemente permanente história de amor...

26 de ago de 2011

Teoria do éden

              Por muitos anos pensei que nasci para ser alguém respeitável, alguém conhecido por ser uma boa pessoa, ou no mínimo alguém que traria um mínimo de orgulho próprio, mas tudo que tenho visto em mim mim mesmo remonta uma imagem de fracasso e tudo isso atrelado a uma boa observada na sociedade percebi que todos vivemos uma fraude, deixei de acreditar na bondade sincera de alguém, parei de acreditar na pureza e na doçura, apesar de saber que elas existem quando são alicerçadas na ingenuidade, mas a ingenuidade é alicerçada por sua vez na falta conhecimento também conhecida como ausência de malícia, o que acaba causando no ser humano a pureza e ingenuidade que hoje existem em um numero tão reduzidos de pessoas, mas isso não chega a ser uma coisa boa simplesmente pelo fato de que elas não tem o conhecimento o que é na minha modesta opinião a base da sociedade (apesar da sociedade em sua maioria ser burra, isso talvez me inclua) e o minimo para um bom convivo. Realmente acreditei que as pessoas pudessem ser boas porque é a coisa certa a ser feita e não porque elas ganhariam pontos com isso, contudo hoje mais do que nunca consigo enxergar o porque Deus na sua suprema sabedoria proibiu o fruto do bem e do mal ao ser humano la no jardim, se você está tão cético em relação ao que digo apenas pense quantas vezes você já ouviu que fulano de tal é falso ou que o outro não para de cuidar da vida de "não sei quem"? Muitas vezes não é? Agora se pergunte quem nunca fez isso um dia, quem nunca cuidou da vida do outro, você mesmo já deve ter feito isso inúmeras vezes, mas ao invés de aceitar que o ser humano é falho você insiste em mostrar que você é perfeito (apesar de dizer o contrario para os outros e para si mesmo, tentando assim não parecer um narcisista arrogante) e que as outras pessoas são inferiores a você porque elas cuidam da sua vida, porque o mundo delas gira em torno do seu e você só quer ficar em paz com a sua mais absoluta perfeição.
              Agora apenas saiba que sim as pessoas são ruins e elas tem defeitos e falhas, mas lembre se de uma coisa elas pensam exatamente o mesmo sobre você então tente fazer o mesmo e ver em si o defeito que você enxerga no próximo, talvez essa seja a melhor maneira de um possível começo de mudança.

P.S: Antes que alguém venha querer me dar uma lião de moralidade já quero avisar que eu me encaixo em todas essas citações é por isso que estou tão preocupado com elas.
P.S²:Não, isso não é uma verdade absoluta e como praticamente tudo no mundo existem exceções e eu sinceramente queria muito encontrar uma, na verdade gostaria de muito mais do que isso... o que queria mesmo é ser uma.

23 de jul de 2011

lei da condução térmica

         
           


          Hoje quando olho para mim fico procurando algo que me defina, mas não entendo porque o faço, nada pode me definir e na verdade não existe a necessidade de algo que o faça, porque afinal de contas faria eu alguma coisa baseado em alguma definição que existe ao meu respeito? Certamente não, certamente as coisas que faço não são frutos de definições, são frutos de vontades que as vezes não são muito boas, mas ai eu me questiono sobre o porque elas (minhas vontades) mudam tão constantemente, porque se elas mudam constantemente significa que eu mudo constantemente, o que me leva a pensar que não existem definições para ninguém, tudo a todo momento se renova e se transforma e eu e você fazemos parte de toda essa doidera doida, mas esse não é o ponto onde pretendo chegar. Analisando tudo o que foi escrito eu faço outras duas perguntas: Porque mudamos tanto, o que poderia nos afetar tanto a ponto estarmos constantemente em rota de colisão com o que somos para nos transformarmos em outra "coisa"? Será que essa mutação é uma coisa boa?
            A resposta para a primeira pergunta talvez seja muito simples, mudamos porque a cada dia conhecemos coisas e pessoas novas, mudamos nossos conceitos e valores para nos adaptarmos as tudo que conhecemos e fazemos de nós pessoas diferentes para sermos mais parecidos com as tais coisas e pessoas novas que conhecemos, é como a física nos ensina na lei básica da condução térmica: quando dois corpos de temperaturas diferentes se encostam o que está quente esfria e o que está frio esquenta até ambos ficarem com a mesma temperatura, ou seja, até que fiquem iguais, mas ai vem a tal da segunda pergunta e eu paro um pouco pra pensar e penso, será que essa mutação seria uma coisa boa? Pensando muito sobre isso chego a conclusão de que não, essa não é uma coisa boa, não que não seja necessário aprender e conhecer coisas novas, muito pelo contrario é vital, mas precisamos mesmo mudar quem somos? Lembrando que quem somos não é ditado por uma definição, mas por tudo o que fazemos, do que temos vontade, se a lei da condução térmica chegasse ao extremo na sociedade todos seriamos iguais, mornos, sem graça, sem particularidades, então aconteça o que acontecer seja você, faça o que tiver vontade (não vai sair matando todo mundo ou estuprando criancinhas ein...) independente do que os outros possam pensar, isso fará de você único e insubstituível (eu sei que é um belo de um clichê, mas não consegui pensar em outra definição) e após escrever tudo isso eu me faço uma ultima pergunta: Por que eu escrevi isso mesmo? (ahh não sei se vocês reparam, mas não sei a diferença de por que, porque, por quê e porquê, então coloco o que vem na cabeça)

Haviam tempos...

          Haviam tempos em que amar pra mim era tudo, haviam tempos em que amar era tudo o que eu queria evitar, haviam tempos em que amigos eram tudo o que eu tinha, haviam tempos em que não tinha nenhum, sim haviam tempos, que sinto saudades e alguns dos quais não gosto de sequer lembrar, mas alguns pequenos e singelos momentos ficaram cravados em minha memoria, momentos dos quais sinto falta...  Sinto falta do tempo em que podia ser eu mesmo, em que não tinha que forçar ser alguém que não sou apenas para que pudesse me "adaptar" a costumes de outrem, em que podia amar sem me preocupar com a reciprocidade, em que podia escrever na carteira da escola e ao mesmo tempo dentro do meu coração o quanto amava alguém, sinto falta do tempo em que eu era doce e gentil e me sentia especial por isso, do tempo em que o mundo era mais simples e eu me contentava em ganhar um abraço e os abraços eram coisas realmente especias... Haviam tempos em que sorria sem razão nenhuma, onde podia sonhar sem ninguém dizer que sonhos não se realizam, haviam tempos em que costumava ser eu e ser eu era uma coisa incrível... é... haviam tempos e nunca mais haverá outros como estes...