23 de jul de 2011

lei da condução térmica

         
           


          Hoje quando olho para mim fico procurando algo que me defina, mas não entendo porque o faço, nada pode me definir e na verdade não existe a necessidade de algo que o faça, porque afinal de contas faria eu alguma coisa baseado em alguma definição que existe ao meu respeito? Certamente não, certamente as coisas que faço não são frutos de definições, são frutos de vontades que as vezes não são muito boas, mas ai eu me questiono sobre o porque elas (minhas vontades) mudam tão constantemente, porque se elas mudam constantemente significa que eu mudo constantemente, o que me leva a pensar que não existem definições para ninguém, tudo a todo momento se renova e se transforma e eu e você fazemos parte de toda essa doidera doida, mas esse não é o ponto onde pretendo chegar. Analisando tudo o que foi escrito eu faço outras duas perguntas: Porque mudamos tanto, o que poderia nos afetar tanto a ponto estarmos constantemente em rota de colisão com o que somos para nos transformarmos em outra "coisa"? Será que essa mutação é uma coisa boa?
            A resposta para a primeira pergunta talvez seja muito simples, mudamos porque a cada dia conhecemos coisas e pessoas novas, mudamos nossos conceitos e valores para nos adaptarmos as tudo que conhecemos e fazemos de nós pessoas diferentes para sermos mais parecidos com as tais coisas e pessoas novas que conhecemos, é como a física nos ensina na lei básica da condução térmica: quando dois corpos de temperaturas diferentes se encostam o que está quente esfria e o que está frio esquenta até ambos ficarem com a mesma temperatura, ou seja, até que fiquem iguais, mas ai vem a tal da segunda pergunta e eu paro um pouco pra pensar e penso, será que essa mutação seria uma coisa boa? Pensando muito sobre isso chego a conclusão de que não, essa não é uma coisa boa, não que não seja necessário aprender e conhecer coisas novas, muito pelo contrario é vital, mas precisamos mesmo mudar quem somos? Lembrando que quem somos não é ditado por uma definição, mas por tudo o que fazemos, do que temos vontade, se a lei da condução térmica chegasse ao extremo na sociedade todos seriamos iguais, mornos, sem graça, sem particularidades, então aconteça o que acontecer seja você, faça o que tiver vontade (não vai sair matando todo mundo ou estuprando criancinhas ein...) independente do que os outros possam pensar, isso fará de você único e insubstituível (eu sei que é um belo de um clichê, mas não consegui pensar em outra definição) e após escrever tudo isso eu me faço uma ultima pergunta: Por que eu escrevi isso mesmo? (ahh não sei se vocês reparam, mas não sei a diferença de por que, porque, por quê e porquê, então coloco o que vem na cabeça)

Haviam tempos...

          Haviam tempos em que amar pra mim era tudo, haviam tempos em que amar era tudo o que eu queria evitar, haviam tempos em que amigos eram tudo o que eu tinha, haviam tempos em que não tinha nenhum, sim haviam tempos, que sinto saudades e alguns dos quais não gosto de sequer lembrar, mas alguns pequenos e singelos momentos ficaram cravados em minha memoria, momentos dos quais sinto falta...  Sinto falta do tempo em que podia ser eu mesmo, em que não tinha que forçar ser alguém que não sou apenas para que pudesse me "adaptar" a costumes de outrem, em que podia amar sem me preocupar com a reciprocidade, em que podia escrever na carteira da escola e ao mesmo tempo dentro do meu coração o quanto amava alguém, sinto falta do tempo em que eu era doce e gentil e me sentia especial por isso, do tempo em que o mundo era mais simples e eu me contentava em ganhar um abraço e os abraços eram coisas realmente especias... Haviam tempos em que sorria sem razão nenhuma, onde podia sonhar sem ninguém dizer que sonhos não se realizam, haviam tempos em que costumava ser eu e ser eu era uma coisa incrível... é... haviam tempos e nunca mais haverá outros como estes...